O supralapsarismo, insistente em certa ordem lógica entre os decretos divinos, é em essência, ao que nos parece, o ponto de vista inquestionável do controle divino e proposital do universo. Deus age com um propósito. Ele tem um fim em vista e o contempla desde o começo. Todo versículo da Escritura que de uma forma ou outra se refere á multiforme sabedoria de Deus, toda declaração indicativa de que uma ocorrência anterior objetivava causar um acontecimento subsequente, toda menção ao plano eterno e abrangente contribui para a conceituação teleológica e, portanto, supralapsária do controle divino sobre a história. [...] A conexão entre o supralapsarismo e o fato de Deus sempre agir propositalmente depende da observação de que a ordem lógica de qualquer plano é exatamente o contrário de sua execução temporal. O primeiro passo de qualquer planejamento é o objetivo a ser alcançado; decidem-se então os meios [para obtê-lo], até que a última [decisão] do que se fará seja a primeira a ser descoberta. A execução no tempo inverte a ordem do planejamento. Assim, a criação, por ser a primeira [decisão] na história, deve constituir, pela lógica, o último dos decretos divinos.
(Texto transcrito pelo irmão Robert Higby no texto The Two Seeds.)